Grammatik: Sätze aus der schönen Literatur

Perfeito - Imperfeito

«Às quatro da tarde, de bordo do [navio] África, chegou um telegrama urgente do ministro Ayres d’Ornellas, perguntando a Luís Bernardo o que se passava ao certo no Príncipe [ilha] e que diligências estavam a ser tomadas. Luís Bernardo respondeu transmitindo os dados de António Vieira e dizendo que na manhã seguinte esperava já poder fornecer mais detalhes da situação, a partir do local. Às seis, o [barco] Mindelo fundeou em frente à cidade e o comandante foi mandado desembarcar de imediato e comparecer no Palácio do Governador. Aí chegado, Luís Bernardo comunicou-lhe que o barco e respectiva tripulação estavam requisitados para zarpar nessa mesma noite para o Príncipe, sem passageiros e com a lotação toda ocupada por soldados da guarnição local – o que perfazia vinte e cinco soldados, além do major Benjamim e do próprio governador, segundo informou o comandante. Assentou-se que aparelhariam às nove. Luís Bernardo foi a casa, tomou um banho e fez uma mala com duas mudas de roupa e o seu revólver, comeu qualquer coisa à pressa e voltou a descer as escadas para entregar ao Caló dois telegramas a enviar dos correios, para a Ilha do Príncipe e para o África, via Lisboa, informando que estava a caminho. Às dez da noite estava sentado à proa do Mindelo, contemplando as luzes da cidade de S. Tomé que se afastavam no horizonte. Estava uma noite quase sem lua e um mar pacífico por onde o navio deslizava como um estrada. Havia uma ligeira brise que tornava a noite amena e uma leveza no ar, sinal de que não havia humidade e o Verão tinha voltado.» Miguel Sousa Tavares. Equador, 2003, p. 400.

«Antes que Gabriel pudesse responder, ouviu-se o som do trote de dois cavalos que contornavam a esquina da Casa Grande e desembocavam no terreiro da roça. As conversas do grupo de brancos cessaram instantaneamente e todos os olhares se voltaram para os recém-chegados, um branco e um preto, cada um no seu cavalo. Também Luís Bernardo estava a olhar e pareceu-lhe ao longe familiar aquela silhueta do cavaleiro branco. Quando ele se deteve e se apeou do cavalo, passando as rédeas ao seu acompanhante, Luís Bernardo reconheceu, enfim, com um arrepio de terror, a figura de David Jameson, que desmontava com um aparente à-vontade de quem tivesse acabado de chegar a uma reunião social. Luís Bernardo levantou-se disparado e correu para ele.»      Sousa Tavares. Equador, p. 421.

O avião estabilizou-se nos dez mil pés de altitude e voava já em velocidade cruzeiro. Magalhães, Retornados, 91

Depois de uma noite de sono pesado, Joana levantou-se, arranjou-se sem grandes requintes e iniciou a rotina diária. Passou pelo café da esquina onde tomava a bica do costume. E enquanto saboreava o café, passava os olhos pelo jornal, O Diário Popular, que o dono disponibilizava aos clientes. Um capa de notícias profusas e diversas. Portugal vivia um período pós-revolução entre governos provisórios …      Magalhães, Retornados, 39

Apesar de as conversas políticas serem recorrentes, os dois nunca se chegaram a entender  sobre o Estado Novo. Os argumentos de F. faziam sentido à sua maneira, os factos históricos que apresentava eram verdadeiros, mas mesmo assim havia algo que deixava L. desconfortável. Não sabia o quê, mas o transmontano queria mais do que aquilo que via à volta. Devia haver melhor do que a mão de ferro sob a qual o país asfixiava. Era uma questão de procurar. Procurar foi coisa que ele não deixou de fazer desde o dia em que  compreendeu que Amélia nunca seria sua. A partir desse momento a sua vida tornou-se uma permanente busca, mas durante muito tempo não percebeu o que procurava. Procurava, e era tudo. Mudou-se para Lisboa alegando que ia tirar Veterinária, mas foi na verdade procurar. Procurou. Mulheres, procurou livros, procurou ideias. Sabia que tinha de encontar algo, mas não percebia exactamente o quê. Até que um dia, já perto do final do curso em Lisboa, entendeu finalmente. Não foi um grande acontecimento que trouxe a luz que lhe iluminou a consciência. Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 172 f.

Jacó costumava dizer que foram eles que a inventaram. Agualusa, Barroco Tropical, 58

Quando era criança o meu pai bebia muito. Foram anos difíceis. Agualusa, 261

Raras são as vezes em que nos apercebemos da felicidade no instante em que somos felizes. Eu fui feliz – nos meus últimos dias – Agualusa, 324

No palco, portanto, fui feliz. Fui feliz sabendo que o estava a ser e que não o seria nunca mais. Agualusa, 326

Vidago era o Verão dos meus avós, e foi o Verão dos meus pais. Os meus pais morreramViegas, Mar em Casablanca, 45

No dia da partida de Helena e Joaquim, as malas e os caixotes acumulavam-se na sala e as criadas andavam numa azáfama, a transportarem-nas para o exterior da casa, onde os aguardava um enorme carro de aluguer vindo de Santarém. Clara, de vestido preto e expressão de mártir, ainda insistiu uma última vez com Helena para ela pensar bem no que ia fazer, mas já não era tempo de discutir. O carro estava pronto e Armando seguiu a tia até à porta onde Helena o beijouFala-me de África, Carlos Vale Ferraz, 2007, p. 38

… não era em 1968 quando Armando fez o comentário, e era-o ainda menos em 1957, quando Helena decidiu casar em Angola … Vale Ferraz, p. 34

Ele era meu pai e tu foste a mulher dele durante toda a vida … Vale Ferraz, p. 335

O conto da Samba Nzundu, filha do rei Ngola, que vivia em Quissama. Ali perto vivia também um branco que os negros chamavam Mutacalombo porque escapou de ser comido por um jacaré. O Mutacalombo queria casar com Samba Nzundu, mas o pai desta, o rei, não deixava e disse que era porque os espíritos não queriam. Mas era mentira, quem não queria era ele, que mandou envenenar o quimbanda Muhali e vir uma criança que falava com os yanda para o substituir e dizer o que o rei queria. O branco Mutacalombo nunca perdoou a recusa do rei e fez o jacaré apanhar Samba Nzundu quando esta foi encher a sanga de água ao rio. Aí o jacaré pôs a bocaça de fora e levou Samba Nzundu para o fundo. O povo veio a correr e pediu pela filha do rei. Vale Ferraz, p. 109

E primeiramente não queria acreditar no que lia. Tantas vezes leu a carta, que já a sabia de cor. Como era possível. A pessoa que mais amava no mundo tinha desaparecido e nem sequer deveria ter tido conhecimento do seu envolvimento na guerra. Possivelmente nem dos problemas gravíssimos por que tinha passado. Depois pensava que talvez tivesse sido melhor assim, pois não se teria afligido com a prisão dele e com a acusação que sofrera. Durante mais de um mês andou a executar as tarefas como um boneco de corda. Até o próprio coronel reparou. Quando soube por R. o que ocorrera, ele próprio se deslocou à barraca de E. Para lhe apresentar os seus pêsames, dirigindo-lhe algumas palavras de conforto. Soldado de acaso, p.37

Fui procurar o cara que falsificava documentos, um sujeito que o Despachante me indicara, e lhe disse o que eu queria. Ele não fez qualquer pergunta, não quis saber quem eu era, nome verdadeiro, nem o que eu fazia. Tirou o meu retrato para as carteiras e paguei o quem e pediu. Era caro, mas valia a pena. Depois fiu ao supermercado comprar umas coisas. Antes de me aposentar eu nunca ia ao supermercado. Almoçava e jantava nos restaurantes a quilo, exceto quano um serviço exigia que eu comesse num restaurante grã-fino. À tarde, quando me dava fome, ia ao pé-sujo e comia o pão de queijo que eles faziam lá, um pão de queijo ordinário sem aquele miolo gosmento dos pães de queijo aristocráticos, um pão de queijo que só tinha casca, uma obra-prima. Eu frequentava o restaurante de comida a quilo não por economia, era porque além de não gostar de comer detestava ficar dentro de um restaurante muito tempo esperando o garçom me servir e no restaurante eu entrava, apanhava o quem e interessava no bufê, pesava e dez minutos depois estava na rua. Descobri que ira o supermercado era uma das coisas mais aporrinhantes que existem no mundo. Na fila para pagar as frutas e os queijos que havia comprado, como sempre estavam à minha frente mulheres gordas que pagavam as mercadorias com cartão de crédito, mesmo se o custo fosse uma merreca. Rubem Fonseca, o seminarista, p.35

Pronomes de complemento

… deixaram o Porto … para se juntarem a nós. Magalhães, Retornados, 7

Ainda conheci a velha índia que lhe comeu os miolos, disse-mo a mim, ela, quando a expulsei de casa à vergastada … Branca Dias, 63

Quanto mais queria afastar-me deles mais a eles me sentia presaBranca Dias, 68

Aida levava ossos para o cão e Fernando proibia-a de lhos entregar, não fosse o animal fugir para o sítio onde ela lhos dera.  Público, agosto 2009

… disse-lhe, tu usa-la e ainda por cima a vendes, … Branca Dias, 28

Se soubesse, já lho tinha dito a si e você não precisava de vir pedir ajuda. Brito, Olhos de caça., 210

A surpresa de a ver chorar desfê-lo em promessas de amor, Rodo, Pátria dos loucos, 228

Só preciso de uns cinco camiões. Será que o meu capitão mos pode arranjar? Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 391

Aquela mesa conhecia-o, mais do que ele a ela. Viegas, Mar em Casablanca, 34

O único fragmento de história pertencia a Rosa, não a ele. Viegas, Mar em Casablanca, 62

Não tinha ninguém que lhe pertencesse. Viegas, Mar em Casablanca, 62

Manda-os procurar-me. Viegas, Mar em Casablanca, 211

  exigir uma boa explicação … - Uma dia vais ter de lha dar e esse dia está a chegar. Carlos Vale Ferraz, Fala-me de África, 2007, p. 82

Não, agora que Leonor estava tão próxima da porta do segredo, já dali não sairia sem que lha abrissem. Vale Ferraz, p. 199

- Vi o retrato da Helena no escritório da Leonor. – A Leonor ainda não mo mostrou. Vale Ferraz, p. 215

Ele pediu que me afastasse e lhe desse tempo … - Dá-lhoVale Ferraz, p. 229

Estás interessado nele? … - Não estavas à espera que to oferecesse? Vale Ferraz, p. 251

Sim! Eu hei-de voltar, tenho de voltar, não há nada que mo impeça … Vale ferraz, p. 265

Acusava-o e ao destino que o favorecera e a ela a ferira com a pobreza … Vale Ferraz, p. 278

Ela estava à mercê de perigos que não imaginava, mas ele não sabia como lhos revelar … Vale Ferraz,  p. 302

Mando-o vir socorrê-la, …      Vou mandar virem buscar-meVale Ferraz, p. 381

Inventa-as ou arranja maneira de tas perdoarem, para teres a tua honra de volta! Sousa Tavares, Equador

A Vossa Alteza Real e ao nobre ministro podemos asseverar, com a verdade que lhes é devida, que, de entre os nossos colonos angolas, dos que têm aqui família constituída – e são-no quase todos – não há um só que se preste de vontade a abandonar a Pátria que adoptaram, pela simples razão de que aqui se lhes faculta tudo quanto possam ambicionar. Sousa Tavares, Equador

D. Luís Filipe estendeu a mão e apertou-lha com vigor. Sousa Tavares, Equador

Sei o que fizeste e por isso precisas de protecção e de quem se te dedique até à morte. Soldado de acaso, p. 63

… dá ela para mimRubem Fonseca, o seminarista, p.23

Conjuntivo

Mas depois que os meus pais se forem não terei ninguém. Agualusa, 102

Julguei que soubesses. Durante algum tempo acreditei que o nome se referisse a uma espécie…  Agualusa, 277

Tenho eu culpa que os nazarenos sejam porcos, Branca Dias, 38

Amélia pareceu por momentos ter perdido as palavras, como se o que quissesse dizer fosse tão óbvio que nem precisasse de ser dito. Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 25.

admito que as coisas antigamente fossem complicadas. Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 162

O que nunca tinha conhecido era uma pessoa que tivesse assistido a isso. Rodrigues dos Santos, Vida, 163

Virei cá tantas vezes quantas puder, Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 423

Pensei que quisesses saber, que talvez quisesses vir. Viegas, Mar em Casablanca, 61

Não tinha ninguém que lhe pertencesse. Viegas, Mar em Casablanca, 62

… convinha que Armando começasse desde já a tomar os hábitos da terra, Vale Ferraz, p. 27

Espero que tu e a Clara não voltem a opor-se a que ele para Angola … Vale Ferraz, p. 89

Se não fosse ter prometido à tua mãe que tomava conta de ti e do teu irmão, enterrava-te num buraco onde nunca mais ninguém te encontrasse! Vale Ferraz, p. 90

Não ignorava que a sensação seria mútua, mas a grande difença é que ele estava preso ali por castigo que só terminaria quando outrem o entendesse, enquanto que Luís Bernardo estava preso por orgulho ou por um espírito de missão a que poderia pôr termo assim que a sua missão se lhe revelasse impossível. Sousa Tavares, Equador

Não tenho a menor ideia de quem seja. Rubem Fonseca, o seminarista, p.119

Mas também admito que um apoio amplo […] precise de um mecanismo de ‘governance’ adequado para o preservar, pois pode ser complicado a quem esteja na oposição que só lhe seja pedido que carimbe decisões.  Vítor Bento, Público 19.12.11

Não estou a ver como isso se consiga no curto prazo… Vítor Bento, Público 19.12.11

Os estudantes do ensino secundário ficam retidos nas disciplinas em que tenham excesso de faltas e não poderão ir a exame. Público, 18.4.12

A chuva não impediu que os portugueses enchessem nesta quarta-feira a lisboeta Avenida da Liberdade, Público, 25.4.12

60 homens em diferentes turnos impediam o acesso à sua casa e ameaçavam quem se aproximasse para tentar ajudar. Público, 27.4.12

Itália, Espanha e a França deviam propor “um projecto credível” à Alemanha … que evite que a Alemanha faça tudo sozinha. Público, 6.5.12

Ser - estar

Estava noiva de um rapaz também presente na cerimónia, Rodo, Pátria dos loucos, 152

 [Tudo cheio de gente] Tem estado assim desde a estreia. Rodrigues dos S., Vida num sopro, 132

A Beatriz estava o máximo. (Revue-Girl), Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 136

Não sei se é bom, mas as coisas estão pelo menos muito melhor do que estavam. Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 170

… abanando o leque com movimentos lânguidos. 'Isto está insuportável!' Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 182

O tempo aqui é mais ameno, sempre estamos mais perto costa, Rodrigues dos S., Vida num sopro, 233

Ou estarei a ser demasiado optimista? Cabral DN, 28/10/06

Havia uma estrada … transformou a curva do rio em zona de luxo, um planisfério de novas burguesias – mas apenas um luxo intermédio … - mas a estrada estava lá, Viegas, Casablanca, 10

Sabia que Casablanca estava a uma hora de Lisboa. Viegas, Mar em Casablanca, 224

Dizer de alguém que é jovem não me parece uma expressão correcta. Alguém está jovem … Agualusa, Vendedor de passados, 75

Estás um belo homem! Vale Ferraz, p. 24

O Armando está quase careca. Vale Ferraz, p. 223

A sua vida depois da fuga de Renato não estava fácil. Vale Ferraz, p. 371

 

Infinitivo pessoal

Acrescentei serem indispensáveis autênticas reformas… Cabral DN, 28/10/06

Foi-me perguntado se acreditava ser o Governo português capaz de levar por diante essas reformas. Cabral DN, 28/10/06

Respondi ter esperança… Cabral DN, 28/10/06

Os portugueses … sentem ser indispensável mudar de vida. Cabral DN, 28/10/06

Apesar de as conversas políticas serem recorrentes, Rodrigues dos Santos, Vida num sopro, 172 f.

Deixa as coisas acontecerem. Viegas, Mar em Casablanca, 207

… essa incompreensão foi (tem sido) o mais difícil de aceitar. Agualusa, 311

O sol do meio-dia obrigou Vitalino, Helena e Armando a recolherem-se à sombra do alpendre da varanda e o calor sufocante ajudou-os a fingir que nada mais os preocupava do que refrescarem-se. Vale Ferraz, p. 41

O que pensas fazer depois de ficares boa? Vale Ferraz, p. 342

O fato do puto ter aquela porção de livros não me surpreendeu. E de os livros serem encadernados também não. Rubem Fonseca, Seminarista, p.125

Formas de tratamento

Ainda não me habituei a tratá-la por dona Helena… Mas a Helena é agora e será para sempre a dona Helena da Fazenda Sizalinda! Nunca deixe que a tratem  por menina! Meninas são as solteironas! Vale Ferraz, p. 90

Posso tratar-vos pelos nomes próprios? Nunca sei como dirigir-me aos outros … Vale Ferraz, p. 181

Abraçaram-se e Juca conduziu Armando para a sua mesa. A primeira dificuldade foi estabelecer um código de tratamento. … Em português o assunto é ainda mais delicado do que noutras gramáticas. O você do Brasil é tratamento de suburbanos em Portugal. O senhor é muito formal e o tu pode ser mal aceite. Existem tratados científicos sobre o assunto. Vale Ferraz, p. 226

Portugiesischer Uni-Prof. + portugiesischer Botschafter in Brasilien im Gespräch beim Mittagessen:

Professor: O senhor conseguiu obter as informações …?

Botschafter: A morte do professor Toscano foi o cabo dos trabalhos aqui no consulado. Você não imagina os aborrecimentos que tivemos em trasladar o corpo para Portugal. Rodrigues dos Santos, O Códex 632, 77f

Você está aqui (auf Überblickstafeln von Aussichtspunkten in Portugal)

Já vi que você é diferente, a si ela deve ter contado a versão light (da história). D. Amaral, Verão quente, p. 29

 

Assuntos vários

Armando acenou que sim com a cabeça, aceitando que os negros tenham hora para acender o lume. Vale Ferraz, p. 21

… quem duvida de que aquele branco entenda que as coisas devem ser descritas como elas eram e não como efeito do que deviam ser. Uma dúvida legítima, a do velho negro acocorado e passivo como um espelho, … Vale Ferraz, p. 21

Se te vejo mais alguma vez a bateres no Juca, prendo-te ao tronco, como se faz aos pretos que fogem. Vale Ferraz,  p. 25

Regressou à mesa e dobrou-se ligeiramente para pegar em duas caixas, uma maior e uma mais pequena, que estavam junto a si. Entregou-as solenemente… Vale Ferraz, p. 86

Prefiro perder-te a que tu te percas. Vale Ferraz, p. 128

Se queres que o meu espírito tenha descanso para onde vou, que não seja expulso de lá como o teu pai me fez, não deixes os descendentes da Helena humilharem-nos como ela me fez e te fez a ti e ao teu irmão. Vale Ferraz, p. 134

Criminoso não é o que comete um crime, mas o que é apanhado. Vale Ferraz, p. 248

Melhoravas se te habituasses à ideia de que podemos ser felizes se arranjarmos alguém a quem nos dedicarmos… Vale Ferraz, p. 266

Quer dizer que eu não seria sério, para comigo próprio, para com os senhores e, sobretudo, para com quem me nomeou, se formasse a minha opinião, num ou noutro sentido, apenas com base no que tinha ouvido. Sousa Tavares, Equador

Alister era um homem sério, zeloso dos seus deveres, fiel à lei e aos seus formalismos. Obediente para com a autoridade e leal para com os seu superiores. Sousa Tavares, Equador